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O que fazer em Santo Ângelo (RS): roteiro na cidade mais animada das Missões

Para quem nunca foi à região das Missões, no noroeste do Rio Grande do Sul, a primeira experiência surpreende. Por isso, vamos apresentar o que fazer em Santo Ângelo, cidade que é ponto de partida para muitos roteiros. 

De maneira geral, a região missioneira encanta pela quantidade de história e cultura em cada um dos 26 municípios. Boa parte deles preserva pontos turísticos do período jesuítico, quando foram fundados os Sete Povos das Missões, povoados indígenas que foram construídos pelos padres jesuítas como forma de catequização.

Provavelmente em algum momento você já deve ter estudado sobre eles, principalmente se você vive no Rio Grande do Sul. Nós estivemos pela primeira vez na região no final de setembro de 2020, especialmente para preparar este conteúdo exclusivo para vocês!

Fizemos uma viagem de uma semana e nosso primeiro destino na região das Missões Jesuíticas foi Santo Ângelo, uma das principais cidades. 

Considerada a Capital das Missões, Santo Ângelo tem relação muito próxima com as tribos guaranis e a cultura missioneira, cultivada com muito orgulho por todos os moradores. 

Fomos apresentadas a uma cidade com belezas arquitetônicas únicas e lugares que remetem ao período jesuítico-guarani. Dessa forma, selecionamos neste texto algumas dicas sobre o que fazer em Santo Ângelo. 

Antes de partirmos para o roteiro, é importante lembrar que outra ligação forte da cidade é com Luiz Carlos Prestes. Na Avenida Ipiranga, o Monumento à Coluna Prestes foi projetado por Oscar Niemeyer. Ele homenageia o engenheiro e político que morou na cidade por alguns anos durante a década de 20 e participou de um movimento contra o governo da época.

Último município dos Sete Povos das Missões a ser fundado, a Redução de Santo Ângelo foi consagrada pelo Anjo Custódio das Missões, protetor de todos os povos missioneiros. Por isso hoje também é conhecida como a Cidade dos Anjos!

O que fazer em Santo Ângelo: roteiros imperdíveis

Para muitos viajantes, a cidade é ponto de partida para roteiros que levam às ruínas das reduções jesuíticas das Missões. Há muitos atrativos na cidade e indicamos a permanência de pelo menos 1 noite (2 dias), para que você consiga visitar os principais lugares e aproveitar a gastronomia local.

Quando selecionamos o que fazer em Santo Ângelo, escolhemos atividades variadas, que incluem sítios históricos e contato com a cultura local e indígena. Confira abaixo:

1- Centro histórico

De manhã, passeamos pelo Centro Histórico de Santo Ângelo. No local é possível perceber que cada detalhe foi pensado para celebrar e preservar a história da cidade.

Na Praça Pinheiro Machado estão os atrativos que mais encantam os turistas. A entrada oficial da praça é feita por um pórtico, que traz na estrutura duas imagens: uma do Anjo Custódio das Missões e outra simbolizando um missioneiro. 

Dentro do pórtico, há um portal com os nomes dos 30 povos das Missões. Ao atravessá-lo conseguimos entender por que Santo Ângelo é a cidade dos anjos.

Fomos recebidas com muita cordialidade por uma linda anja, que entregou um bilhetinho com uma mensagem de boas-vindas e rezou o Santo Anjo para abençoar nossa chegada na cidade!

Achamos muito delicada a recepção e logo já percebemos a hospitalidade do povo local!

2 – Catedral Angelopolitana

Ao fundo da Praça Pinheiro Machado, está uma das vistas mais belas da cidade: a Catedral Angelopolitana.

Com traços renascentistas e barrocos, a Catedral é muito charmosa e tem na fachada esculturas dos padroeiros dos Sete Povos das Missões, esculpidos em pedra grês. 

Uma curiosidade interessante é que esta é uma das poucas igrejas que tem como padroeiro um anjo, e não um santo. 

Charmosa, a igreja é parada obrigatória para tirar umas fotinhos. A dica é fazer os registros da igreja no final do dia, pois a luz do sol deixa a catedral ainda mais bonita e iluminada. 

A igreja fica aberta para visitação diariamente (inclusive nos domingos), das 8h às 12h e 13h30 às 17h, com entrada gratuita! 

3 – Museu Municipal

Localizado no centro histórico da cidade, o Museu Municipal José Olavo Carvalho está instalado em um prédio erguido no final do século 19, e é uma das mais antigas construções do período pós-jesuítico.

É um passeio que vale a pena, especialmente se você quiser se aprofundar na história da região. O local abriga valiosos materiais do período jesuítico-guarani, além de uma maquete da antiga redução de Santo Ângelo Custódio. 

O Museu tem entrada gratuita e fica aberto das 9h às 12h e das 14h às 17h (fecha na segunda-feira).

4 – Memorial Santa Teresa Verzeri

Pertinho da praça e da Catedral Angelopolitana está o Memorial Santa Teresa Verzeri. Localizado dentro de um colégio com o mesmo nome, pertence às Irmãs Filhas do Sagrado Coração de Jesus. 

Ao entrar no museu, o que mais chama a atenção é a estrutura e a organização do memorial. São simplesmente fantásticas e lembram até mesmo os museus de outros países! 

O local tem mais de 2 mil peças no acervo.  Elas honram o legado de Teresa Verzeri e também remetem ao período das primeiras Irmãs Missionárias que chegaram ao Brasil. O cuidado e a beleza do acervo são impressionantes, por isso vale a pena dar uma passadinha para conhecer o local.
Para visitar o espaço, é preciso fazer um agendamento prévio com a proprietária, pelo telefone (55) 3312-2327 ou e-mail [email protected]. O valor da entrada é de R$ 5.

5 – Centro Municipal de Cultura

Outro ponto turístico importante é o Centro Municipal de Cultura. No local visitamos o Acervo Tupambaé, que conta a história dos índios no período das reduções jesuíticas, e também o Museu do Cinema.

O pequeno museu apresenta sete cinemas que já habitaram Santo Ângelo – destes, apenas um ainda está em funcionamento. Há também uma sala de projeção e antigas peças audiovisuais.

O local fica aberto das  9h às 12h e das 14h às 17h. A visita é gratuita.

6 – Memorial da Coluna Prestes

Pertinho do Centro de Cultura, está o Memorial da Coluna Prestes, localizado em uma antiga estação férrea da cidade. 

Logo na entrada ficamos surpresas com a beleza do local. É que a preservação de um antigo trem e uma restauração trouxe de volta elementos importantes para a ambientação do espaço. Na fachada há um vagão que fazia o percurso Santo Ângelo-Porto Alegre e que funcionou até 1969.

Dentro do museu há 3 salas com objetos e documentos que pertenceram a Luiz Carlos Prestes. Capitão do exército e líder de um movimento contra o governo de Artur Bernardes, também foi a favor de mudanças sociais, políticas e econômicas.

Na parte superior do museu há uma pequena sala dedicada à Olga Benário. É bastante simples, mas importante relembrar desta mulher poderosa.

O Memorial está aberto diariamente, das  9h às 12h e das 14h às 17h. Tem entrada gratuita.

7 – Aldeia de índios guaranis

Uma das experiências mais interessantes da viagem foi conhecer de perto uma aldeia de índios guaranis.

A Aldeia Tekohá fica em Buriti, no interior da cidade. Fomos recebidas pelo cacique Anildo, que contou a história da tribo e falou sobre a rotina e os costumes deles.

No final da visita, as crianças da tribo realizaram uma apresentação musical, com violão, percussão e até uma dancinha em que todos os movimentos eram uníssonos. Foi lindo e emocionante!

Há programas especiais para os turistas, que podem incluir atividades como brincadeiras com arco e flecha e apresentações de canções guaranis.

Na aldeia é possível conhecer também o principal trabalho dos índios, o artesanato. Eles são responsáveis por produzir bichinhos de madeira e que são comercializados nos artesanatos locais. 

A visita valeu por mostrar um pouco da realidade deles e também nos fez refletir sobre a importância dos índios, que tanto contribuíram para a formação da região das Missões.

O passeio para a aldeia pode ser feito mediante agendamento, com uma agência receptiva da cidade (fizemos um texto exclusivo com estas indicações!!).

8 – Casa Cultural Tekoha

Novidade na cidade, a Casa Cultural Tekoha foi nosso último passeio no roteiro por Santo Ângelo. Adoramos a visita, porque o espaço tem diversos atrativos para diferentes públicos. 

A Tekoha funciona como espaço cultural, tem salas de convivência, artesanato inspirado na cultura missioneira e gaúcha e muitas oficinas. 

Participamos de uma oficina de chimarrão e aprendemos técnicas que a gente desconhecia (tá bem, não somos experts em chimarraão…). 

Também curtimos apresentações artísticas locais e provamos um delicioso churrasco daqueles bem “raiz”, feito com fogo de chão. A carne levou cerca de seis horas para ser preparada e o resultado foi maravilhoso! 

Ah, já que estávamos por lá, provamos uma saborosa Torta Seiva Missioneira. O doce é feito com erva-mate e preparado com muito carinho pela Sirlene Kronhardt. Ela também foi a responsável pela oficina do chimarrão. A receita é uma tradição de família que foi adaptada por Sirlene, e o sabor é simplesmente divino! 

Para participar da oficina do chimarrão e do churrasco e também curtir as apresentações artísticas que a casa oferece, é necessário marcar agendamento pelo telefone (55) 99632-2145. Para participar da programação completa da casa o ingresso custa R$ 60 por pessoa.

Mas, para quem deseja apenas visitar o local, apreciar os artesanatos ou deliciar-se no café que tem ali, a entrada é gratuita!

A casa está aberta de segunda a sexta, das 9h às 12h e das 14h às 19h. Sábados, domingos e feriados das 9h às 12h e 16h30 às 20h.

A Casa Cultural fica na Rua Marquês do Herval, 1273, em Santo Ângelo.

Onde Comer em Santo Ângelo

Nossa passagem foi rápida pela cidade, mas pudemos experimentar um prato típico de Santo Ângelo e indicamos, porque achamos muito saboroso!

Nossa dica é comer o carreteiro de trigo missioneiro da Kemper Haus. O prato é bem servido (pode servir até duas ou três pessoas), preparado com linguiça, carnes e tem sabor marcante. 


Além disso, a casa funciona como cafeteria e serve diferentes tipos de doces e tortas. A estrutura do local é ampla, aconchegante e colorida. O ambiente remete às charmosas cafeterias que vemos em filmes e séries. Vale a pena conhecer!


Endereço:  R. Marquês do Herval, 1763 / Fone: (55) 3312-3922


Este texto foi escrito pela jornalista Nicole Fritzen durante nosso projeto pelas Missões.

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