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Caibaté: o que fazer na cidade do santuário do Caaró

A cerca de 40km de São Miguel das Missões fica Caibaté (RS), cidade do famoso santuário do Caaró. Separamos algumas atrações e montamos este texto sobre o que fazer em Caibaté. A cidade é uma gracinha e vale pelo menos um turno de visita.

Quem visitar a região das Missões não pode deixar de conhecer esse lugar cheio de atrações. Localizada pertinho dos principais pontos turísticos da região, embora não tenha sítios arqueológicos, a cidade tem muita criatividade em atrações inspiradoras.

O município tem uma ligação muito forte com a religiosidade e a fé, o que é possível perceber no principal ponto turístico, o Santuário de Caaró. Além disso, uma das características mais marcantes é a inovação de pequenos empreendedores . O povo valoriza sua vocação e cria locais para apresentar artes e habilidades. 

O resultado é uma cidade cada vez mais consciente do seu potencial e que procura explorar a parte turística e religiosa. Você vai se apaixonar pela estrutura e pontos turísticos da cidade! Vem com a gente!

O que fazer em Caibaté: cidade do Santuário de Caaró

O principal ponto turístico de Caibaté é o Santuário do Caaró. O lugar é muito bonito e considerado espaço de cura e purificação, por conta dos milagres que aconteceram ali. Todos os anos ocorrem romarias até uma fonte que seria de águas milagrosas. 

De fato, quando chegamos ao santuário percebemos que tem energia mística e história marcante, o que ganha o coração de todos que o visitam!

Mais famoso atrativo da cidade, o Santuário de Caaró guarda a memória de três padres jesuítas que deram a vida pelo local, em uma luta entre índios e jesuítas, no século 17. Por isso, Roque Gonzales, João de Castilhos e Afonso Rodrigues são considerados os “três padres mártires”.

Uma curiosidade: o Santuário guarda uma partícula desprendida do coração do Padre Roque, que está intacta há pelo menos 400 anos sem conservantes. Diz a história que mesmo depois de morto pelos índios guaranis, o Padre Roque ainda conseguiu comunicar-se com seus assassinos, que o encontraram com o coração intacto. Surpreendente, não?

Depois de visitar a capela, fizemos o percurso a pé até a fonte. Foi bastante interessante caminhar sob a sombra das árvores.

No caminho ao ar livre há imagens sacras e podemos contemplar a natureza e ouvir os sons dos pássaros. O caminho é muito bonito e bem cuidado, um verdadeiro espaço para contemplação e reflexão. 

O Santuário fica aberto diariamente e tem entrada gratuita.

Museu Missioneiro do Brizola

Um aspecto que percebemos na pequena cidade é a inovação de pequenos empreendedores. Conhecemos dois museus diferentes, com estrutura montada em áreas nos fundos de residências.

O Museu Missioneiro do Brizola é administrado por Antônio Sérgio Lopes da Silva, conhecido como “Brizola”. Não, não estamos falando do famoso político, mas de um artista, que há mais de 40 anos trabalha produzindo esculturas em sua residência!

Em uma conversa, descobrimos que ele sempre gostou de antiguidades, e por isso uniu a paixão e o profissionalismo e montou um museu dentro da própria casa. Brizola é responsável por produzir objetos como esculturas em madeira, cabos para fazer talas e relhos e facas.

Para fazer uma visita ao local, é necessário fazer um agendamento pelo fone (55) 99664-8973. A entrada é gratuita.

Museu do Professor Charlei

Professor de História na cidade, Charlei  Knebel Willers criou o museu nos fundos da própria casa onde vive para ensinar aos alunos de forma prática e didática.

O local conta com fotografias e imagens que remetem à história e à fundação de Caibaté e das Missões. Muito bem organizado, o acervo do professor remete a épocas importantes para a construção da cidade. 

Um dos atrativos é um quarto germânico, com cama e até banheiro que retratam como viviam os habitantes alemães da época.

Para fazer uma visita ao local, é necessário fazer um agendamento pelo fone (55) 99631-7802. A entrada é gratuita.

Luthieria de Augusto Hoffmann

E como estamos falando de talentos locais, não poderíamos deixar de citar a Luthieria do Augusto Hoffmann: uma fábrica de violões que ele abriu há dois anos em Caibaté. O local fica do lado de uma marcenaria, em uma sala que mescla rústico e rock’n’roll. 

Entre as principais peças de decoração da casa estão os próprios violões que Augusto fabrica. Os instrumentos custam a partir de R$ 4.500 e são totalmente personalizados para os clientes.

Fomos recebidas com um maravilhoso café nesse lugar que é uma inspiração para quem gosta de música ou apenas tem curiosidade em saber como é feito o instrumento. 

Augusto é músico e toca desde os 5 anos, por isso decidiu fazer a paixão pela música virar profissão. O projeto é totalmente inovador na cidade e vem fazendo muito sucesso, principalmente entre os amantes de música.

Vale a pena visitar e conhecer o trabalho maravilhoso realizado por ele! 

Para fazer uma visita ao local, é necessário fazer um agendamento pelo fone (55) 98458-1774. A entrada é gratuita.

Casa de Pedra da família Kliemann

Para chegarmos até a Casa de Pedra, seguimos uma estrada de chão até o município de Mato Queimado, a cerca de 5 km de Caibaté. A propriedade foi construída em 1936 pela família Kliemann, fundadora de Caibaté, e é um atrativo histórico belíssimo e muito bem preservado (porém, por enquanto, serve apenas como local de observação!) 

A Casa de Pedra foi restaurada entre os anos de 2010 e 2012, e hoje é um ponto de contemplação, tanto pela estrutura quanto pela vista privilegiada onde a casa se encontra, no topo de um morro, com vista para árvores e plantações. 

Para a visitação no local, é necessário agendamento com a Secretaria do Turismo. É possível que no futuro a casa se transforme em ponto turístico mais estruturado, pois hoje atua apenas para contemplação.

Monumento dos Três Mártires

Na Praça Viru Kalimann, no Centro da cidade, está localizado um monumento em homenagem aos três padres mártires (aqueles que têm ligação como santuário). 

Acredita-se que se você ficar embaixo das mãos dos padres recebe uma bênção.

Caibaté com certeza merece uma visita quando você organizar um roteirinho pela região das Missões, no Rio Grande do Sul.

Texto da jornalista Nicole Fritzen

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