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Palestina: mapa dos melhores lugares para visitar

Se você gosta de lugares diferentes e repletos de história, precisa ler este texto sobre a Palestina. Fizemos um verdadeiro mapa da Palestina para você entender tudo e programar a próxima viagem.

Este roteiro completo da Palestina foi escrito pela jornalista Silvia Dalcin Dalmas, que vive hoje nos Emirados Árabes e já trabalhou em projetos sociais de países como Peru, Venezuela, Jordânia, África do Sul e Palestina. 

Confere esse lindo guia:

A Palestina é uma terra linda, com cidades de 10 mil anos de história e região sagrada para três religiões. 

É também o local onde Jesus nasceu, onde profetas importantes viveram. É repleta de histórias que formaram nossa civilização, além de ter um povo extremamente carinhoso, generoso e gentil que fez com que eu colocasse esse destino como meu lugar favorito no mundo.

Local onde Jesus teria encostado a mão para descansar enquanto carregava a cruz. Foto: Arquivo pessoal

Sim, é isso mesmo. Vocês não leram errado. Por isso vou fazer um mapa completo da Palestina neste texto.

A Palestina é palco de muitas guerras desde os anos 1940 e vive sempre em intenso conflito com Israel. Acontece que a Palestina não se resume apenas a isso. 

Como mencionei, o local é um destino turístico importante, principalmente para quem gosta de visitar lugares ricos em história. E afirmo com todas as letras: a Palestina está entre os destinos mais seguros que já conheci. 

Cidade Velha de Jerusalém

Fui até lá para trabalhar em um projeto social voltado para crianças em um campo de refugiados, com a intenção de ficar três meses. Esse tempo foi muito pouco para tudo que o local proporciona! 

Meu plano era ficar mais, mas precisei voltar em função do coronavírus. 

Além das atrações históricas, o bônus dessa minha viagem foi a gentileza e amabilidade dos palestinos. Todos que conheci me trataram como se fosse da família, sempre recebia convites para jantar na casa de alguma família e voltei de lá carregada de presentes. 

Eles têm generosidade infinita, não vi nada parecido nos outros 22 países que conheci. Espero que todos vocês também tenham a oportunidade de vivenciar a mesma experiência incrível que a Palestina proporcionou para mim.

Por isso, fiz um guia completo para vocês.

Por que visitar a Terra Santa (Israel, Palestina e Jordânia)?

Somente pelas atrações naturais, como desertos, o Mar Morto e o Mar Vermelho, já valeria a pena. 

Mas, além disso, esses lugares guardam uma inestimável importância histórica. Profetas importantes pisaram nessas terras. 

Vocês podem não acreditar em nenhuma religião, mas é inegável a importância que essas pessoas tiveram para a nossa civilização. É muito emocionante se dar conta que elas passaram pelas mesmas cidades milenares que eu estava passando, que elas estiveram nos mesmos lugares que eu. 

Cada esquina da Terra Santa guarda histórias que mudaram o rumo da nossa civilização.

Por que é chamada de Terra Santa?

Como mencionei, a região entre o Mar Mediterrâneo e o Rio Jordão é sagrada para três religiões. 

Para os judeus, é a terra prometida para onde Moisés guiou os hebreus. É lá também que está o maior símbolo da resistência judaica: o Muro das Lamentações, única parede que restou do templo de Herodes. 

Para os cristãos, é a terra onde Jesus nasceu, viveu, morreu e onde teria ressuscitado. 

Túmulo de Jesus

Já os muçulmanos acreditam que é ali que o profeta Maomé teria ascendido aos céus e voltado para a terra para contar o que viu no paraíso.

Guia para visitar a Palestina 

Como é a imigração na Palestina

Para chegar em território palestino, é preciso passar pela imigração de Israel. 

O país tem boa relação com o Brasil, então só é preciso de um passaporte válido por mais de seis meses. O visto gratuito é tirado na hora e dá direito a ficar três meses no país.

Importante: Em Israel não diga que você pretende visitar territórios palestinos, a não ser que queira passar longas horas em um interrogatório. Eles podem até barrar a entrada (ambos os casos aconteceram com meus amigos que tentavam cruzar a fronteira). 

Minha dica: digam que vão visitar Tel Aviv e Jerusalém, mas que ainda não tem um plano exato. Podem citar Belém se quiserem (para não levantar tantas suspeitas), mas tenham uma boa desculpa para a visita (“quero ver onde Jesus nasceu”, por exemplo).

Apaguem dos celulares todo conteúdo relacionado à Palestina (eles podem fiscalizar suas fotos e redes sociais, aconteceu isso TAMBÉM com meu amigo colombiano no dia que cruzamos a fronteira).

Idioma oficial 

Hebreu em Israel e árabe na Palestina, mas o inglês é suficiente nos dois territórios.

Moeda

New Shekel (US$ 0,29).

Melhor mês para visitar

Entre maio e novembro. Depois a temperatura fica muito gelada (inclusive neva em alguns locais). 

Segurança na Palestina

Como mencionei, eu classifico a Palestina como um dos lugares mais seguros que já visitei, inclusive viajei sozinha para lá. 

“Mas e os conflitos diários que existem na região?” Sim, de fato, quando o exército de Israel invade territórios palestinos, há conflito. Mas isso geralmente acontece longe das áreas turísticas, nos campos de refugiados. 

Passei por três situações de conflito enquanto estive lá. Para mim, brasileira, o maior perigo foram as bombas de gás lacrimogêneo (que é uma sensação horrível).

Na verdade, não é tão perigoso, levando em conta tudo que pode acontecer em uma zona de conflito). 

Fora isso, o dia a dia é pacífico. Eu dormia com as portas da casa destrancadas (assim como todo mundo lá) e não escutei notícias sobre assaltos enquanto estive por lá. 

Sempre andava sozinha, a pé ou de táxi, em qualquer horário e nunca aconteceu nenhum incidente. Bem pelo contrário, me senti muito protegida pelos árabes e respeitada. 

Para vocês terem uma ideia, eles nem sequer sentam ao lado de uma mulher em um táxi. A religião não permite que eles toquem em outra mulher que não seja sua esposa (pode ser exagero, mas prefiro isso do que os abusos no transporte público do Brasil e Índia, por exemplo). 

É triste dizer isso, mas a Palestina é um local perigoso apenas para os palestinos, que têm sua liberdade restringida pelas leis de Israel.

Vestimenta

Nenhum traje especial é necessário. O véu não é obrigatório, a não ser para entrar nas mesquitas.

Fique atento 

O final de semana na Palestina é diferente dos demais países árabes que conheci. Como existem muitos cristãos morando lá, alguns locais fazem o final de semana na sexta-feira (dia sagrado para muçulmanos) e sábado. Outros, fazem na sexta e no domingo (dia sagrado para cristãos).

O que visitar na Palestina 

Há muitos lugares históricos para serem visitados na Palestina. Listamos os principais pontos para você organizar sua viagem.

Belém (Bethlehem)

A importância da cidade se deve ao fato de ser o local de nascimento de Jesus Cristo. Assim, a atração mais visitada é, claro, a Igreja da Natividade, onde está demarcado o lugar “exato” onde Jesus nasceu. 

Coloco esse “exato” em aspas porque não é possível ter 100% de certeza, já que a igreja foi construída 300 anos depois da morte de Jesus. 

Mas, ok, oficialmente, é o local certo e confesso que é bem emocionante a visita (talvez por eu ser cristã, mas imagino que mexe com todos). Aliás, uma observação: tudo relacionado a Jesus Cristo foi criado pelos romanos somente 300 anos depois de sua morte. Por isso, não é possível saber exatamente onde aconteceu cada evento.

Outro ponto que virou uma atração improvável na cidade é o muro que divide Israel e Palestina. O muro foi construído em 2002, com a justificativa de parar os ataques terroristas promovidos por grupos palestinos. 

Mas a comunidade internacional afirma que isso foi apenas um motivo para Israel anexar mais terras ao seu território, já que o muro avançou às divisas.

Em 2004, o muro foi considerado ilegal pelo tribunal internacional de Haia e relatórios confirmam que 78 aldeias palestinas foram completamente isoladas, agricultores perderam suas terras e escolas foram demolidas para possibilitar a construção.

O local acabou virando ponto turístico na cidade em função dos grafites com mensagens de protesto (ou esperança) que foram pintados nele. Ficou ainda mais famoso depois que Banksy deixou pinturas pró-palestina espalhadas por lá. 

O artista anônimo ainda abriu um hotel na cidade, em frente ao muro, chamado “The Walled Off Hotel” (uma clara ironia a luxuosa rede Walldorf), onde podemos aprender mais sobre a história do muro e também onde são expostas obras de artistas palestinos (que não tem permissão para expor fora do país).

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Nablus

Nablus é a cidade bíblica de Siquém, na antiga região da Samaria. O charme da cidade velha de Nablus me atraiu completamente. 

Recomendo que vocês se percam por aí, entrando em cada mercado árabe onde vocês encontram absolutamente TUDO para comprar, desde especiarias, até perfumes, joias e, principalmente, sabonetes. 

A cidade é famosa pela produção de sabão artesanal de variados tipos, sendo o mais tradicional o sabonete de azeite de oliva. As ruas são uma atração à parte: milenares, estreitas, passando entre túneis. Eu poderia ficar o dia inteiro caminhando por elas!

É nessa cidade que vive parte do pequeno grupo de religiosos samaritanos que ainda existe no mundo. Aliás, já ouviram falar da história de quando Jesus pediu água a uma mulher samaritana? 

Pois então, o Poço de Jacó, de onde ela teria tirado a água, também está localizado na cidade de Nablus. Foi construída uma igreja ortodoxa no local e é possível até mesmo beber a água desse poço, que tem aproximadamente 40 metros e 3 mil anos de existência.

Essa igreja está próxima ao campo de refugiados de Balata, que também tive a oportunidade de conhecer. Ele foi construído para abrigar 5 mil pessoas e hoje tem 27 mil. 

Com a falta de espaço, as construções estão cada vez mais verticais e as estruturas das casas estão cedendo. Os principais problemas do campo são: falta de espaço e privacidade, desemprego e nenhum espaço ao ar livre para as crianças brincarem. 

Informações no site oficial da ONU revelam que, por vezes, além de fazer operações de busca e apreensão sempre à noite, o exército de Israel usa esse campo como treinamento, o que aumenta a ansiedade e a sensação de medo entre os moradores, principalmente entre as crianças, que nunca entendem quando o perigo é real ou não. De fato, enquanto se caminha pelas ruas apertadas do campo, é possível ver vários restos de projéteis pelo chão. 

Mas Nablus também tem paisagens de tirar o fôlego, como o topo do Monte Ebal, onde você terá uma vista de toda a cidade e um pôr do sol imperdível. Há espaço para sentar e admirar a paisagem.

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Hebron

É a cidade que eu me atrevo a descrever como a mais tradicional (em relação à mentalidade) no território palestino. É foco de constantes conflitos com o exército de Israel, por ser próximo a uma área B (controlada militarmente por Israel), sendo que a Autoridade Palestina controla 80% dela. 

Pelo caminho, muitas placas alertam israelenses sobre o risco de entrar nessa zona. A diferença, porém, é que, mesmo sendo perigoso, os israelenses têm a liberdade e permissão de entrar em território palestino, o que não acontece em relação aos palestinos em território israelense.

Em Hebron, além dos mercados da cidade antiga, há também a mesquita de Abraão (ou Túmulo dos Patriarcas), construída sobre onde teria sido a caverna que o profeta morou, junto com sua mulher Sarah e os filhos. 

O lugar, aliás, é sagrado para muçulmanos e judeus, e essa é a única mesquita no mundo que é dividida entre as duas religiões. Sabem por quê? Já explico.

A mesquita é linda e eu já estava emocionada de estar em um lugar cheio de história, mas fiquei chocada durante a visita (de uma maneira negativa), quando me explicaram o porquê dessa divisão. 

Em 1994, no último dia do Ramadã (um dos feriados mais importantes do islã), o colono judeu Baruch Goldstein entrou na mesquita carregando um fuzil automático e assassinou cerca de 50 homens e crianças que rezavam no local (mulheres rezam em uma área separada), ferindo outras centenas de pessoas.

Depois do massacre, o governo de Israel decidiu (sem debater com a Autoridade Palestina) que seria mais seguro dividir a mesquita entre os dois governos. Muitas perguntas seguem sem resposta até hoje, como, por exemplo, como ele passou pelo detector de metais carregando um fuzil?

A história dos palestinos é assim, marcada por tragédias e, infelizmente, vocês vão ouvir muitas delas. É uma viagem pesada, confesso. 

Apesar disso, os palestinos conseguem sorrir e serem muito receptivos com todos que os visitam e isso vai valer toda a pena. Para mim, esse tipo de atitude foi um aprendizado!

A mesquita fica no centro histórico de Hebron, onde há muitos mercados para comprar souvenires da Palestina. Inclusive, o centro histórico é considerado pela Unesco como patrimônio mundial e território palestino (decisão que muito criticada por Israel, obviamente). 

Ficou empolgado com Hebron? Nós selecionamos alguns hotéis na cidade. Dá uma espiada no nosso link. 

Jericó

É considerada a cidade mais antiga do mundo, com aproximadamente 10.000 anos. Já deu para perceber que Jericó tem muita história pra contar né? 

Lá é possível ver as ruínas da primeira cidade da história. É também o local mais baixo do mundo (250 m abaixo do nível do mar), às margens do rio Jordão, e onde fica o mar morto (450m abaixo do nível do mar). 

Jericó é cenário de muitas narrativas bíblicas. Foi nessa cidade que Jesus começou sua peregrinação rumo a Jerusalém nos seus últimos dias na terra. 

É também onde ele teria sido tentado pelo diabo enquanto passava 40 dias no deserto (Monte das Tentações, que pode ser visitado), onde curou um cego e onde Zaqueu subiu em uma árvore para ver Jesus chegar.

Segundo a religião, Zaqueu era um cobrador de impostos e, depois disso, se tornou um homem generoso, ajudando muitas pessoas. Essa árvore ainda está lá e pode ser visitada.

Já ouviram falar da fonte de Eliseu? É uma nascente de água que abastece toda a cidade. Recebe esse nome pois, também segundo a religião, foi o profeta Eliseu que transformou essa fonte de água impura em potável. 

Dizem que a fonte tem poder de rejuvenescer as pessoas. Por via das dúvidas, eu bebi, óbvio (daqui a alguns anos a gente descobre se era verdade ou não).

Para os muçulmanos, há duas paradas obrigatórias: a mesquita Nabi Musa (onde acredita-se que está a tumba de Moisés) e o Palácio de Hisham. 

O palácio de 1.300 anos foi destruído por um terremoto no ano 747d.C. e hoje só restam as muralhas, mas ainda é possível ver os lindos mosaicos que ele guardava.

Gostou de Jericó e está pensando em se hospedar por lá? Selecionamos alguns hotéis na cidade no nosso link do Booking. 

Ramallah

Confesso que fui várias vezes a Ramallah, mas sempre para participar de alguma reunião ou resolver alguma questão com o governo da Palestina. Não a vejo como uma cidade muito turística, porém, é uma cidade que está na parte central da Palestina. 

Entre as atrações do Norte e do Sul. Pode ser um bom “QG” na sua visita a Terra Santa. 

Deixo a dica de um hostel de um grande amigo meu, aliás: o Hommus Hostel (quem acha que não tem gente jovem visitando a terra santa vai ter uma grande surpresa chegando aqui).

Para mim, o que mais valeu a pena foi visitar a tumba do Yasser Arafat, grande líder dos palestinos e vencedor do Nobel da paz. É lá também que fica o museu de Mahmoud Darwish, poeta palestino internacionalmente famoso, outro grande líder da resistência palestina e, inclusive, foi preso pelo exército de Israel por publicações contrárias a ocupação.

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Jerusalém Oriental

Uma parte de Jerusalém (Jerusalém oriental) é reivindicada pela Autoridade Palestina como território da Cisjordânia – Israel não reconhece isso. 

Nessa parte, está a Cúpula da Rocha (ou Domo da Rocha), local onde, segundo o Corão, Maomé teria ascendido ao paraíso e voltado para relatar o que viu. 

É uma das mesquitas mais sagradas no islã, porém, os muçulmanos que vivem em território palestino são proibidos por Israel de entrar ali para rezar (já que são proibidos de entrar em Jerusalém).

Apenas quem segue a religião pode entrar nessa mesquita, mas eu consegui, pois estava com um grupo de 20 amigos muçulmanos – eles me vestiram com o hijab e a roupa tradicional da religião (fiquei na dúvida se isso não seria algo desrespeitoso, mas eles me afirmaram que não viam dessa maneira).

O que é importante saber sobre a guerra entre Israel e Palestina

Comecei a ler mais sobre a causa palestina com 15 anos e, desde então, quis conhecer o lugar para ver as duas realidades. A intenção nessa publicação é falar sobre turismo, mas é impossível não contextualizar vocês sobre a situação.

Deixo aqui um breve histórico: antes mesmo da criação do Estado de Israel, em 1948, já havia conflito entre judeus e palestinos – começando mais especificamente em 1917, quando Inglaterra decretou o local como lar nacional dos judeus, o que desagradou 90% da população local, formada por árabes. Com o fim da 2ª Guerra, mais judeus imigraram para a terra e os conflitos aumentaram. 

Não sabendo lidar com a situação, a Inglaterra, que comandava o território, passou a questão para a recém-criada ONU.

Depois de análises, a organização decide que a solução para o conflito era a criação de dois Estados, deixando 57% do território para Israel (os judeus, porém, representavam um terço da população na época). 

Os palestinos não aceitaram, especialmente porque um grupo de paramilitar judeu (liderado por Ben Gurion) já vinha atacando aldeias palestinas desde 1946. Também já havia expulsado mais de 250 mil palestinos de suas casas, antes mesmo da criação do estado de Israel. 

Com apoio dos Estados Unidos, Israel venceu sucessivas guerras que aconteceram nestas sete décadas.

Os palestinos se refugiaram em países vizinhos ou em áreas do país que ainda não eram habitadas pelos judeus. Atualmente, todo território palestino é controlado por Israel, que vem restringindo cada vez mais a liberdade dos palestinos ao longo dos anos (com novas leis, contínuas prisões sem mandatos, invasões aos territórios palestinos e a proibição da circulação em território). 

Diversas resoluções já foram criadas pela ONU, que pedem o fim das leis opressivas, o retorno dos refugiados e a livre circulação dos palestinos, as quais não são cumpridas por Israel.

Diversas organizações de direitos humanos (ONU e Anistia Internacional, por exemplo) já publicaram relatórios condenando os atos de Israel e acusando o governo de impor um regime de apartheid aos palestinos. Há, inclusive, diversas organizações pró-palestina criadas por JUDEUS, como a Jewish Voice for Peace. 

Atualmente, a Palestina tem certa autonomia política, sendo considerada “Estado observador não membro” pela ONU desde 2012. Apesar disso, todo seu território é controlado militarmente por Israel.

Gostou do nosso guia completo sobre a Palestina? Deixe seu comentário e compartilhe com os amigos que gostariam de fazer essa viagem.

Esse texto lindo é assinado pela jornalista Sissi Dalmás, que atualmente mora nos Emirados Árabes e é uma cidadã do mundo!!

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