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Gramado: conheça o Festival de Cultura e Gastronomia

Gramado (RS) é uma cidade conhecida por ser dona de uma beleza particular e por ser referência em sabores. Tendo o turismo como foco, o município recebe há 10 anos o Festival de Cultura e Gastronomia, que desta vez ocorre de 6 a 16 de setembro.

Rua coberta recebe uma parte do evento. | Foto: Natan Cauduro

Nesta edição o festival está dividido entre a Rua Coberta, a praça Major Nicoletti e a rua Pedro Benetti, onde estão 20 estações de comida, todas representando restaurantes da própria cidade.

Além delas, na rua Coberta foi instalada uma cozinha experimental. Entusiastas podem participar de 31 oficinas gratuitas, todas envolvendo culinária. O evento também traz mais de 50 atrações musicais, tanto locais quanto estrangeiras, para animar os dias de comilança.

A viagem

Na sexta-feira, 7 de setembro, às 11h, partimos de Porto Alegre para conhecer o festival. Depois de duas horas de viagem desembarcamos em Gramado. Era fácil notar que a cidade estava em festa. Na rua Pedro Benetti, os primeiros sons e flashes anunciavam o começo da aventura: retratar a cultura e a gastronomia local.

Público se divide nos espaços para aproveitar. | Foto: Natan Cauduro

Com toldos brancos e lâmpadas amarelas, a rua estava pronta para receber o público. Todas as 20 estações de comida, cada uma personalizada a sua maneira, emanavam cheiro de novidade.

Uruguai é homenageado

Cada edição do Festival conta com um país convidado. Neste ano, o Uruguai aceitou o pedido. Como forma de misturar ambas culturas e culinárias, boa parte das estações de rua tem gastronomia com raízes no país vizinho, assim como as atrações musicais. Somados, a mistura uruguaia e gaúcha se mostrou muito proveitosa.

Pratos salgados e doces estão no cardápio.

O valor da alimentação varia. Nas estações de rua, é importante salientar que cada banca vende apenas um prato – as receitas salgadas custam R$ 25, e as doces, R$ 15.

Vinhos e cervejas são ótimos para acompanhar os pratos servidos da rua Pedro Benetti. Há sete cervejarias e sete bodegas de vinhos uruguaios.

Cervejas acompanham as comidas de rua. | Foto: Natan Cauduro

Mas o Festival não promove apenas comida de rua. Nove chefs, que trabalham na cidade de Punta Del Este, são responsáveis por assinar seis festins tradicionais – jantares harmonizados.

Pratos bonitos e gostosos

Experimenttamos dois pratos: escolhi o pancho com panceta e mozarela, da Nonno Mio, e o bacalhau à CR7, da famosa e recém aberta Casa Aveiro. Não sou especialista em gastronomia, mas sem dúvida sei reconhecer comida boa!

O pancho, que muito se assemelha a um cachorro-quente, é enorme e suficiente para saciar uma pessoa. É o tipo de lanche que satisfaz por toda uma tarde. Acrescentar a panceta – ou bacon, junto da salsicha, traz mais suculência ao prato, e a abundância de queijo só ajuda. É a prova de que o Uruguai tem comida boa!

Pancho é saboroso e garante uma refeição completa. | Foto: Natan Cauduro

Enquanto esperava pelo bacalhau à CR7, ouvia a cozinheira dar dicas ao novato na estação. Durante a conversa com ambos, que estavam muito animados com o evento, ouvi que o prato com bacalhau é o preferido do jogador da Juventus, Cristiano Ronaldo. Questionei como o novato tinha posse de tal informação. Ele respondeu que a Casa Aveiro pertence à família de Cristiano e que a irmã do jogador, Katia Aveiro é responsável pelas receitas.

No restaurante Aveiro, o bacalhau à Brás, prato preferido de Cristiano Ronaldo, chama-se CR7, em homenagem ao atleta.

Prato favorito do CR7 marcou presença no local. | Foto: Natan Cauduro

O prato é extremamente saboroso. Mesmo puxado no azeite, não é pesado em gordura. Há, contudo, um problema. A embalagem utilizada para o transporte da comida. O azeite transpassava o papel de fundo roxo, sujando as mãos de quem segura com facilidade. Recomendo uns guardanapos extras!!

Cansei de comer!!

É importante lembrar que antes da gastronomia do Festival, temos a cultura. Comida não é a única atração. A praça Major Nicoletti é um local de descanso muito agradável. Famílias e casais de todos os tamanhos, raças e gêneros param ali para aproveitar a sombra e tirar uma selfie. Na Rua Coberta, o público é entretido com música. Os gêneros variam. Vai de eletrônica à tradicionalista. Teve até gaúcho de gaita fazendo releitura de Sweet Child O’ Mine.

Famílias aproveitam os locais para comer e conversar. | Foto: Natan Cauduro

Ambiente acessível

Quando se mistura cultura e gastronomia de dois países, uma palavra é inevitável: diversidade. Para que toda a comunidade interessada possa participar, o 10º Festival de Gramado oferece opções de alimentação vegana e aulas com tradução simultânea para Libras.

Nas oficinas da Cozinha Experimental, em parceria com a Ubook – serviço de assinatura de audiobooks por streaming, serão fornecidos 200 cards contendo os áudios das aulas realizadas. No dia 14 de setembro será realizada a oficina “Bem-vindo, Sorrentino”. Nela, o chef Toríbio Malagodi ensinará receitas através da Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS.

As oficinas ensinam os pratos em LIBRAS.

Aos amigos vegetarianos e veganos, não há riscos. As estações de comida de rua contam com sete pratos sem a inclusão de carnes. Isso se estende à risotos, sopas, nhoques e pizzas. Haverá, inclusive, uma oficina no dia 16 chamada “Desmistificando a cozinha vegana – dicas para fazer bolos e pastinhas” ministrada por Luiza Goerl.

A experiência

Deu água na boca?  Clicando aqui, terá acesso a mais informações sobre 10º Festival de Cultura e Gastronomia de Gramado. Buen provecho!

* Texto de Natan Cauduro, estudante de Jornalismo que experimentou sua primeira trip Gastronômica a convite do Festival de Cultura e Gastronomia de Gramado

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