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A Austrália foi uma das viagens mais distantes que fiz até hoje, e o destino realmente vale a pena de ser visitado

Dia desses, sentada no sofá e com algumas revistas no colo, olhei para a estante da sala e vi uma dezena de guias de viagem e porta-retratos com imagens de viagem. Paris, Milão, Sydney, Miami e Bento Gonçalves estavam lá. Acima, dezenas de guias de viagem descansavam na prateleira. E por entre livros e fotos, uma série de miniaturas que ganhei de presente dos amigos. Havia aborígenes de Angola, porta-copos do México, potinhos do Peru e uma pequena matrioska da Rússia.

Logo me dei conta: aquela estante demorou para ser decorada, e conta um bom pedaço da minha história. Há algum tempo, viajar faz parte da minha da minha trajetória pessoal e profissional.

No sul da Austrália, perto de Melbourne, está um dos passeios mais lindos – os Doze Apóstolos!

Viajo porque tenho curiosidade, porque gosto do novo e da sensação de ser livre. Quando iniciamos uma viagem nos damos a chance de experimentar a vida de uma outra forma. Pisar em um solo diferente, ver construções que os olhos estranham e sentir aromas próprios de um único lugar são experiências gratificantes. Aguçam os sentidos, fazem o cérebro maquinar mais e me desconectam um pouco da vida repleta de rotinas e prazos.

O anonimato também é encantador e nos torna aventureiros! Certa vez entrei no mar de Santa Catarina com um pé enrolado em um saco plástico para proteger um dedo quebrado, pois precisava mergulhar em água salgada! Em Londres passei noite deitada no chão de um aeroporto só para economizar em hospedagem (sim, já viajei muito com orçamento apertado!).

Paris é uma das cidades que mais gosto de visitar e em cada viagem é sempre diferente!

Na Itália, comi pizza sentada numa calçada de Roma e pedi meu dinheiro de volta ao experimentar um prato coberto de pimenta! Em Dublin passei três meses vendendo e montando sanduíches atrás de um balcão.

Em Buenos Aires tive a maior dor de barriga caminhando por Puerto Madero. E, em Barcelona, percorri ruas lindas a bordo de uma Vespa. Até na hora de casar escolhi um destino de viagem: Bento Gonçalves, pertinho de casa! Ser anônimo em um destino é ter liberdade para ser o que se quer ser.

Lion, na França, foi um destino surpresa, porque encontrei lugares interessantes e gastronomia de primeira!

Viajar nos dá asas que ajudam a abrir os olhos para o mundo e para nossa própria natureza. O novo, o inesperado, o curioso são combustíveis para nossa alma! Nos enche de alegria, renova o espírito libertador, e nos ensina que a vida pode (e deve) ser leve – não só quando passamos o tempo flanando por ruas desconhecidas de um destino, mas todos os dias de nossas vidas.

Fazer de uma viagem uma terapia é dar a chance para se conhecer melhor. É vencer medos, é sorrir por tentar se comunicar em outro idioma, é dizer sim para a vida.

Visitamos o Algarve em janeiro de 2015 porque temos amigos que moram por lá. As praias são lindas no verão e no inverno!

Uma viagem se transforma em terapia quando levamos esses aprendizados para o dia a dia, perdemos a vergonha de sermos nós mesmos e aprendemos a aceitar (e a gostar) as diferenças. Afinal, quem paga nossas contas? Quem vive nossa vida?

Por isso, falo que minhas viagens são terapias. São sempre #Travelterapia !!

 

  • Texto de Anelise Zanoni,  jornalista e sócia-fundadora do Travelterapia. Ela ama tanto viajar que tem como passatempo procurar passagens aéreas em promoção e planejar viagens inclusive para lugares que já visitou!


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