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O que fazer na Jordânia: roteiro completo

Quer saber o que fazer na Jordânia? Aqui no blog nós já falamos que a Jordânia é um país especial e por isso fizemos um roteiro completo.

Os parques históricos milenares, deserto e o Mar Morto são algumas das coisas que constituem o melhor do país, que fica no Oriente Médio.Por isso, decidimos montar um roteiro pela Jordânia com 7 cidades. 

Ah, importante vocês atentarem para algumas informações importantes sobre o país como: moeda, idioma e passaporte, por exemplo. Já falamos sobre isso em outro post aqui no blog.

Mas vamos ao que interessa: OS DESTINOS.

Little Petra

Fotos: Arquivo pessoal Silvia Dalmas

Durante os meus três meses na Jordânia, morei na cidade de Wadi Musa, que é onde Petra está localizada.

Agora vocês devem estar imaginando que eu visitava o parque uma vez por semana, né? Negativo. A entrada de 50 dinars (80 doláres) me permitiu comprar o ingresso apenas uma vez!

Mas aí eu descobri um lugar sensacional, que talvez eu colocaria, inclusive, como meu lugar favorito em toda Jordânia: Little Petra.

O parque fica há 20 minutos de Petra e é, literalmente, uma Petra em formato menor. Os túmulos começaram a ser construídos ali, mas, por algum motivo, não foram finalizados.

A melhor parte: a entrada é gratuita!

Deixa eu explicar: nada se compara à beleza e à grandiosidade de Petra. Porém, Little Petra tem um charme especial.

Eu adorava passar o dia inteiro no parque, me perdendo entre as montanhas rochosas, escalando e descobrindo novas paisagens.

Parece interminável. Parada obrigatória para quem gosta de escalar rochas.

Para mim, ter o parque à disposição todos os dias era uma terapia. Como turista, depois de ver Petra talvez vocês não ache tão interessante, mas se ficarem alguns dias a mais na cidade, eu recomendo que visitem!

Não querendo criar ainda mais expectativas em vocês, mas Little Petra é um achado para o turismo na Jordânia.

Aliás, um aviso sobre Wadi Musa: por ser um lugar turístico, imaginei que fosse uma cidade superbadalada, cheia de lugares e opções. Mas não se enganem como eu!

Wadi Musa é uma cidade pequena, com alguns restaurantes e APENAS UM bar para sair. Geralmente, os turistas ficam um dia ou dois na cidade, para visitar Petra, e depois vão embora.

Então não tem vida noturna também, afinal, todo mundo acorda cedo para visitar Petra.

Amã

Rainbow Street

Se Wadi Musa é superparada, Amã é vibrante! Eu amei essa cidade.

Em especial, o centro histórico, que guarda os famosos mercados árabes onde vocês vão encontrar ABSOLUTAMENTE TUDO (perfumes, especiarias, roupas típicas, etc).

Dali, vocês podem ir a pé até a Cidadela, que guarda resquícios da era bizantina, como o Templo de Hércules. Aproveitem para curtir a linda vista da cidade.

Do centro histórico, também é possível ir a pé até o anfiteatro romano, construído para seis mil pessoas e que até hoje realiza apresentações.

Ainda do centro histórico, vocês podem conferir a pé a Rainbow Street, o ponto mais vibrante da cidade (onde eu recomendo se hospedar, inclusive)!

Tem ótimos lugares para jantar, tomar um café, fumar narguilé em coffee shops e sair à noite (eu recomendo o Zumba bar que fica em uma rua paralela, foi o meu favorito).

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Jerash

Seguindo o roteiro pela Jordânia, Jerash é uma cidade romana de 3 mil anos de história, a 45 km de Amã, com ruínas impressionantes e muito bem conservadas.

A entrada custa 10 dinars e não há limite de tempo. Vai render ótimas fotos, sem dúvidas. Mas cuidado, pois só há ônibus para voltar a Amã até às 18h no máximo.

Aqaba

Única cidade litorânea da Jordânia e a principal atração aqui é o mergulho no Mar Vermelho, onde é possível chegar até 15 metros abaixo do mar.

Confesso que não imaginava que precisasse de preparo para isso! Achei que era só colocar o equipamento e se jogar.

Mas os primeiros minutos se resumem apenas em se acostumar a respirar pela boca. Fora que o equipamento é bem pesado também.

Depois, beleza! Nadei muito junto com os peixinhos, tirei fotos com os corais e foi ótimo, já me sentia adaptada ao fundo do mar. Não senti dor de cabeça nem nada.

Eu gostei da cidade! Há bastante opções e é uma zona livre de impostos (guardem a grana para gastar aí). Mas, para turismo, dois dias são mais que suficientes.

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Monte Nebo

O local onde Moisés teria avistado a Terra Prometida. É possível ver Jerusalém em dias mais claros.

Jordânia é assim: cheia de histórias milenares!

Mar Morto

É o local mais baixo do mundo, a 450 metros abaixo do nível do mar. Pode ser conhecido pelo lado da Jordânia ou da Palestina. Pode ser visitado inclusive no inverno, pois o clima é sempre quente e abafado.

A sensação de boiar nas águas do mar mais salgado do mundo é realmente demais! Mas eu não consegui ficar muito tempo, não.

Tenho a pele sensível e depois de um tempo começou a arder demais, apesar de dizerem que o sal do mar morto faz muito bem para a pele (não deixem de tomar o banho de lama). E se preparem porque o sal vai ficar em vocês por muito tempo!

Aliás, eu nem sabia, mas é bem perigoso boiar no mar morto. Tomem muito cuidado para não engolir água e protejam bem os olhos, pois o risco de vocês ficarem cegos é grande!

Alguns dias antes de eu ir, saiu a notícia de que uma idosa havia morrido enquanto visitava o lugar (aparentemente, ela engoliu muita água enquanto boiava). Já viram que não é brincadeira não, né galera?

Wadi Rum

Acampamento beduíno para os turistas. O acampamento tradicional é bem mais simples.

Deserto que já foi cenário de filmes (“Lawrence da Arábia”, “Perdido em Marte” e “Aladdin”), Wadi Rum é um dos pontos que não pode ficar de fora da sua viagem para a Jordânia.

E infelizmente tenho que confessar que ficou de fora da minha (tive um imprevisto no dia que eu visitaria o local). Não façam como eu!

Todos os hotel e hotéis oferecem o passeio, que geralmente dura um dia inteiro, com passeio de 4×4 pelos principais pontos, chá com os beduínos que moram ali e pernoite em uma tenda de beduínos.

Minha recomendação é checar qual deles oferece o tour mais barato e agendar (pode ser agendado de um dia para o outro). Não recomendo ir por conta.

Renderá muito trabalho e pode ser muito arriscado, fora que não é tão fácil assim chegar lá. Melhor estar junto de quem conhece a região.

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Texto da jornalista Silvia Dalcin Dalmas. Ela tem 29 anos viaja e desde os 23 anos (quase sempre sozinha). Além de visitar 17 países a turismo, também morou na África do Sul, Peru, Venezuela, Jordânia e Palestina para trabalhar como jornalista e em projetos sociais.

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