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Sem planejamento a viagem é melhor ainda!

Sempre considerei a etapa de planejamento uma parte muito envolvente de uma viagem. Enquanto tento decidir o que fazer e quais lugares visitar, sinto uma forte expectativa. Passa por minha cabeça todos os momentos possíveis e impossíveis que esse passeio poderá me proporcionar.

Catedral de Milão. Foto: Anelise Zanoni

Considerando o quanto amo planejar, é até engraçado pensar que uma das viagens mais significantes da minha vida aconteceu praticamente sem organização. Tudo se desenrolou de forma rápida e intensa, tão atrapalhada que ainda me admira ter dado certo!

A história começou com um menino. Eu, aos 16 anos, e um menino.

Estávamos na Inglaterra, nos conhecemos, gostamos da companhia um do outro, decidimos aproveitar ao máximo o tempo que tínhamos juntos e, três dias depois, ele foi embora. Eu fiquei e ele voltou pra casa, na Itália.

Não foi triste, não sofremos, afinal, nem houve tempo para isso. Mas os meses foram passando e, mesmo estando em países diferentes, mantivemos contato. E um dia falamos sobre eu ir até a Itália visitá-lo.

Em questão de três dias, a mesma duração do nosso breve caso, eu estava com as passagens compradas, a autorização dos meus pais em mãos (que até hoje não acredito que consegui!) e pronta para ir.

Castello Sforzesco, em Milão. Foto: Anelise Zanoni

Estávamos em maio de 2014. Não vi acontecer, não lembro dos passos que dei para chegar lá, mas eu havia chegado. Uma semana nunca passou tão rapidamente. Foram sete dias de muitas risada, comidas diferentes e cigarros mentolados.

Nós não tínhamos que decidir o que fazer. Nunca combinamos como passaríamos esses poucos dias, que provavelmente seriam nossos últimos juntos. Mas eles foram tão bem aproveitados que não consigo imaginar como qualquer planejamento teria se saído melhor que a nossa espontaneidade.

Além de ter conhecido Milão, ter encontrado várias pessoas novas, ter tido inúmeras experiências que eu nunca teria imaginado para aquela semana, essa viagem me mostrou um outra coisa: intensidade.

Galeria Vittorio Emanuele ll. Foto: Anelise Zanoni

Me tornei mais íntima dele nesse tempo do que de pessoas que conheço há anos. Aprendi também, de uma vez por todas, que quando é pra ser, não é preciso insistir. Se em três dias eu estava com uma viagem marcada para outro país para ver alguém que queria estar comigo, ninguém é tão ocupado assim que não pode tomar uma cerveja no final de semana!

Aos 16 anos eu aprendi muitas coisas. Quando algo deve acontecer, vai. Se for para dar certo, não há obstáculo que possa fazer dar errado. Nesse caso, tudo fluiu.

Fluiu porque era o que minha alma queria, o que eu conseguia dizer, sem pensar duas vezes, que desejava. O dinheiro sobrou, a prova importante que eu teria aquela semana foi transferida, eu decidi que era uma boa ideia ir sozinha para outro país ficar na casa de um menino que eu mal conhecia. E meus pais não se opuseram.

Não houve falta de planejamento que me tirou a vontade de ir, mesmo eu amando planejar!!

 

  • Texto de Karina Verona, estudante de Jornalismo, professora de inglês e doida para sair por aí para percorrer o mundo e conhecer gente nova!

 

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