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No dia 26 de maio fez cinco anos da festa mais legal que já fui: o meu casamento. Eu e o Alberto Bednarck nos conhecemos no dia 27 de maio de 2000 lá em Gravataí (RS) e nunca mais desgrudamos.

De lá pra cá, namoramos, moramos juntos no Rio Grande do Sul e nos mudamos para o Rio de Janeiro por causa de uma oportunidade de trabalho dele. Lembro até hoje o dia em que ele chegou em casa e falou da transferência para o Rio: decidimos na hora “levantar acampamento”, fugir do inverno gaúcho e cair na vida dos botecos e praias cariocas.

Pedi demissão e acabei arrumando emprego na Globo antes que ele de fato começasse a trabalhar, por uma dessas artimanhas do destino que fazem as coisas darem certo quando a gente se abre para o novo. Fato é que, no primeiro ano no novo endereço, em 2012, estávamos em plena lua de mel com a cidade e com a nossa mudança de vida juntos. Decidimos que estava na hora de casar e resolvemos fazer desse momento uma grande celebração à vida e à cidade que nos acolheu tão bem.

Foto: Daniel Marenco

Sabíamos que quase toda nossa lista de convidados teria que comprar passagem aérea pra estar conosco, mas encaramos isso como uma forma de proporcionar uma experiência diferente para as pessoas queridas, promover encontros e apresentar a cidade para quem ainda não conhecia. E assim foi.

O tema da festa foi o Rio. Através da dica de uma amiga carioca, a Dani Diniz, chegamos ao Lulla Duffrayer e sua Conexão Rio, que fazem eventos com a cara da cidade. A ideia foi pensar em uma festa que em tudo celebrasse o carisma do Rio e dos cariocas. Juntos, escolhemos desde o local – o clube Marimbás, em Copacabana, ao lado do Forte – até o cardápio (comida de boteco bem deliciosa) e as surpresas.

Os convites, feitos pelo meu amigo-irmão Wander, tinham a estampa do calçadão de Copa como inspiração. Me arrumei no Sofitel, onde meu pai me buscou para juntos atravessarmos a pé a Avenida Atlântica e chegar à festa – essas imagens são a coisa mais linda de se ver!

Foto: Daniel Marenco

Logo veio a parte da emoção: a cerimônia, celebrada pela juíza Lilla Widgen, contou a nossa história a partir das letras das músicas que gostamos. Os nossos votos fizeram soluços ecoarem no salão e a hora de receber os abraços dos amigos e da família foi momento em que eu me desmanchei em lágrimas. Passava um filme na cabeça a cada amigo que chegava naquela varanda onde dá pra ouvir o barulho do mar – lembrei muito do meu avô, que havia morado no Rio na adolescência e faleceu uma semana depois que cheguei aqui (tema pra outra história).

Depois, descemos as escadarias para fazer fotos no calçadão de Copacabana. Aquilo que as pessoas levam um tempão pra fazer em festas tradicionais, levamos 10 minutos e temos as fotos mais sensacionais de casados (desculpa aí). Muito graças ao gigante talento do nosso amigo Daniel Marenco, fotógrafo gaúcho que também mora aqui. E seus fiéis escudeiros naquela noite, fotógrafos aprendizes de um projeto na favela da Maré, que fizeram as fotos posadas, entre eles, o Paulo Barros, nosso amigo até hoje.

Daí em diante, nosso lugar foi a pista de dança, de onde só saí quando acenderam as luzes. Bebi tudo o que me ofereceram lá: caipirinhas de frutas, espumante, cerveja. Aproveitei como uma convidada e só tenho lembranças boas.

Foto: Daniel Marenco

O ponto alto foi nada menos que alguns integrantes da Banda de Ipanema, bloco tradicional do Carnaval daqui, tocando marchinhas clássicas no meio da madrugada, quando a festa parecia que ia acabar. Foi lindo ver a gauchada toda caindo no samba, numa comoção sem igual. Todos que foram sabem do que estou falando, e sempre que lembramos de algo daquela noite, os convidados comentam que “entrou pra história”.

No dia seguinte, depois do café da manhã com vista para a praia, saímos para encontrar todo mundo de novo nos bares e restaurantes da curva do Arpoador, ali perto da galeria river. O povo “fazia resenha” da festa comendo feijoada, rindo e se deliciando. Foi uma TravelTerapia coletiva, que nunca mais esqueceremos.

Foto: Daniel Marenco

Dicas do Rio para os convidados

Quando enviamos o “Save The Date” do casório por email, aproveitamos para dar dicas da cidade, de lugares que descobrimos aqui juntos e adoramos. Clique aqui e veja a lista para quem quer se deixar encantar pelo Rio.

Coisinhas  importantes: 1) em 2012, a questão da segurança estava bem mais tranquila. Se você está vindo agora, vale um cuidado redobrado. 2) alguns restaurantes que indicamos na época fecharam. Deixei na lista apenas o que acho que está funcionando. E prometo um novo post com dicas atualizadas, que fujam do padrão botecão. Estou publicando as dicas exatamente como mandamos!

 

  • Texto de Clarissa Ciarelli, jornalista, uma das fundadoras do Travelterapia e fã do Rio de Janeiro.

Clarissa e Alberto escolheram a praia de Copacabana para fazer o casamento, há cinco anos. Foto: Daniel Marenco

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