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A vida era outra antes da picada de um bicho. Até os 13 anos, eu não sabia dos efeitos e das consequências do envenenamento causado pelo “bicho da viagem”. Conhecem? É aquele bicho que pica quando a gente põe o pé no mundo!

Quando a gente planeja, sonha, estuda o destino, arruma a mala e consegue viver um sonho que nem sabia que tinha. Ao contrário da doença, este bicho só transmite coisas boas.

Os efeitos? Êxtase em conhecer o novo, maravilhamento diante da grandeza do mundo, mente aberta para a diversidade, empatia e respeito pelos povos, cérebro em forma e abastecido de conhecimento – só para citar alguns.

O jeito mais fácil de diagnosticar que alguém foi contaminado é ver que a pessoa volta de uma viagem planejando a próxima. Ou, pior, compra passagem para o próximo destino estando em viagem. Quando algum parente ou amigo faz isso, vou logo comentando: “Ih, foi picado pelo bicho que não deixa a gente quieto”!

Pois é, a principal consequência é que, depois da picada, os indivíduos simplesmente não conseguem mais sobreviver sem viajar. Nem que seja num fim de semana, nem que seja viagem de um dia, nem que seja para o apartamento de alguém no prédio vizinho.

Eu já tinha tendência a esse tipo de comportamento quando fiz a minha primeira viagem internacional. De presente de 15 anos, escolhi uma viagem com as minhas amigas, que faziam aniversário um ano antes. Todas estudávamos inglês na Helen’s, escola que ensinou a língua a boa parte dos jovens de Gravataí (RS) nos anos 1980 e 1990 (e segue funcionando!!). A nossa teacher Lúcia Helena, dona da escola, e o marido, teacher Moacir, organizavam excursões para os EUA em parceria com uma agência de viagens e acompanhavam os alunos.

Os pacotes tinham duas semanas e incluíam Orlando (parques), Miami (compras) e Key West (praia). Para quem pagava um pouco mais, uma semana extra em Nova York. Num tempo de dólar a um real e graças à filosofia de vida da minha mãe (já que está indo, faz tudo!), fui no grupo menor que começou a aventura pela Big Apple.

A primeira viagem grande, a primeira vez em que teria que controlar meus gastos e cuidar das minhas coisas. Lembro até hoje dos meus pais me entregando o dinheiro, explicando quanto eu teria para gastar por dia e deixando bem claro que agora era tudo comigo: se conseguisse poupar, poderia comprar o que quisesse, fossem roupas ou passeios. Aquele misto de apreensão, medo de voar sozinha e ansiedade por tamanha liberdade.

E tenho mais clara ainda a imagem do momento em que “fui picada” em Nova York: na Quinta Avenida, vendo aquela multidão de pessoas indo e vindo, senti uma grande inspiração! Gente de cabelo verde, rastafári, orientais, negros, brancos, velhos, jovens. Parecia que representantes de todos os lugares do mundo haviam sido enviados para andar naquela avenida.

Fiquei pensando em como é lindo ser humano e que cada um é lindo na sua individualidade. E como estava sendo bom conhecer um lugar em que todos os tipos de gente circulavam ao mesmo tempo. Um microcosmo de humanidade extrema.

Em meio a esses delírios “viajantes” (ou rompantes de lucidez!!), decidi que queria conhecer pessoas e lugares cada vez mais e mais. Tive este insight em Nova York, mas poderia ter sido numa pequena cidade de Interior ou mesmo na minha própria cidade. A questão é o momento do “clique” que faz a gente despertar para a magia de explorar novas realidades. Fui picada pelo bicho e não teve mais volta: sempre que posso, e até quando não posso, faço as malas e vou. Descobri cedo que o melhor tratamento nesses casos é #Travelterapia na veia!!!!

E que esse bicho faz do mundo um lugar melhor, porque a gente vai de um jeito, ganha experiência, evolui, aprende e… devolve isso pra vida e pro planeta quando volta, cada um a seu jeito.

Se você também é um contaminado pelo “bicho da viagem”, junte-se a nós! Queremos formar uma rede de pessoas transformadas pelas experiências de vida que só as viagens proporcionam.  Mande seu relato de viagem transformadora para travelterapia@waycontent.com ! Vamos adorar conhecer e compartilhar.

 

  • Texto de Clarissa Ciarelli, jornalista, viajante apaixonada e mãe do Miguel. Ela é também sócia-fundadora do Travelterapia e mora num destino onde muita gente tira férias, o Rio de Janeiro!

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