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Publicitária ganha bolsa de intercâmbio para a Itália e vive experiências inesquecíveis

Em setembro de 2016 eu ganhei uma bolsa de estudos para estudar italiano por 4 semanas na Itália. A oportunidade surgiu pela minha faculdade, aqui no Rio Grande do Sul. Não pensei duas vezes, me joguei com tudo!

Eu optei por ir no mês de fevereiro, para não perder um semestre da faculdade, e também por que nessa época lá é inverno. Foi o principal motivo da minha escolha esse mês, pois um dos meus grandes sonhos era conhecer a neve (não a neve da serra gaúcha), e nada mais justo que os alpes italianos, como primeira experiência.

No dia 2 de fevereiro, cheguei em Roma com uma mistura de felicidade e medo. Várias perguntas ecoavam na minha cabeça: como eu, com apenas 5 meses de italiano básico, iria me comunicar? Como iria pedir informação para pegar o trem? Será que eles sabem falar inglês e português?

Passeio no Colliseo em Roma

Fui na cara e na coragem e botei em prática o pouco que sabia e tinha estudado. Na hora de pedir informação, o nada simpático italiano que eu pensei que pudesse me ajudar até me entendeu, o problema foi que não entendi nada do que ele falou. Além da grosseria, ele falou rápido demais. RESULTADO: PEGUEI O TREM ERRADO. Assim, começou a aventura!

No final deu tudo certo. Nos meus 40 dias de Itália eu continuei perdendo e pegando trens errados. Isso que dá ser metida e querer fazer tudo. Mas depois de ter pego o trem errado, ele acabou me levando aonde eu queria chegar, Milão, onde eu iria encontrar com um amigo, e daí sim, partiu Montanhas!

Aventuras pela Itália

Passei um final de semana nas montanhas e minha primeira experiência com esqui foi um sucesso. Claro, depois de vários tombos e quase ter virado um picolé! Foi uma sensação incrível, que pretendo repetir muitas vezes.

Esquiando em San Pellegrino – Dolomiti

Na segunda-feira minhas aulas de italiano começavam e o nervosismo tomou conta. A ansiedade em querer saber como seria, quem seria minha colega de quarto, se conseguiria aprender a língua e sair falando tudo. Mas foi tudo melhor do que eu esperava.

As aulas eram didáticas, sempre mudavam. Haviam canções, textos, atividades em grupos, duplas e teatros. Elas eram muito divertidas! Na programação havia aulas culturais, em que todas as turmas da escola faziam em conjunto. Tivemos aula de culinária, separados por grupos, aprendemos a fazer espaguete com ragu, aula sobre vinhos (com degustação) e até tivemos karaokê, no qual as turmas tinham que cantar músicas em italiano.  

Eu como tenho um pouco de pavor de palcos, tive a ideia de junto com minha colega de quarto, chamada de sorela por lá (sorela= irmã em italiano), tomar uns vinhos antes da apresentação. Sem dúvida foi a melhor apresentação que eles viram. Hahaha

Ponte Veccio Firenze com a sorela

Eu tinha colegas de vários lugares, minha sorela, a melhor de todas, é mexicana, mas tinha também colegas da Guatemala, Argentina e claro outros brasileiros. Tenho certeza que minha experiência, não seria a mesma sem eles. Cada um com suas culturas, vestimentas diferentes, mas sempre com um sorriso no rosto te desejando buongiorno (bom dia), e sempre com um abraço se você precisasse. Teve colegas que até serviram como uma mãe por lá.

Passeando pela Itália

A parte mais divertida foram os passeios pelo país. Viajamos para diversos lugares com a escola. Fomos para Siena, Osimo, Firenze, Bologna, Assisi, Venezia, Roma e tantos outros lugares, cidades perto de onde eu morava, uma mais linda que outra.

Os passeios eram bem turísticos, toda história de cada monumento, detalhe por detalhe, era um pouco cansativo. Por isso muitas vezes, juntamos alguns colegas ou até mesmo só eu e minha sorela viajávamos por conta própria.

Viagem a Siena

Fomos pra Firenze e ficamos em uma conhecida que mora lá, para no dia seguinte ir conhecer Pisa. Foi incrível o passeio! Mas claro que no fim se tornou trágico. Perdemos os trens de volta e acabamos às 22h da noite dormindo numa estação de trem e tivemos que voltar de táxi até nossa cidade. Foi uma facada!

Nosso passeio para Roma também foi em grupo e não pela escola. Eles ficariam só um dia e decidimos ficar dois, o que já foi pouco para o tanto de coisas que tinha para fazer por lá.

Na sexta nós caminhamos das 10h até as 21h sem parar, de um monumento a outro, e cada passo que eu dava dentro daquela cidade era incrível, era arte pura.

No sábado, reservamos o dia para ir para o Vaticano, pois o que eu mais queria era entrar na Capela Sistina. Foram 5 horas dentro do Museu do Vaticano e a Capela era a última parte, era como se fosse um labirinto aquele museu. Mas ao chegar na Capela Sistina valeu a caminhada e cada minuto de espera.

Realização de um sonho, no Vaticano

Foi uma sensação estranha porque é bem diferente do que por foto, as pinturas são realmente impressionantes. A única coisa que deixou a desejar foi que não podia parar nem um minuto para analisar. Haviam muitos guardas, muita gente e eu só queria poder deitar no chão e olhar. Eles não deixavam nem ficar parado e fotos nem sem flash.

Outra experiência memorável foi o Carnaval de Venezia, tudo muito diferente do que vemos no Brasil. As pessoas se vestiam como duques e duquesas, todos com máscaras, jogando confetes uns nos outros. Haviam shows, apresentações, desfiles, tudo com classe.

Foi uma experiência de viagem única. Fui com o intuito de aprender um pouco mais do italiano e sai da Itália outra pessoa. Voltei com italiano fluente, novos amigos, uma coleção de momentos incríveis, quando lembro dos momentos que vivi lá, do quanto aqueles momentos me revitalizaram, eu me arrepio. Foi muito intenso!

**Júlia Andrade é publicitária, mora na serra gaúcha e teve uma das melhores experiências da sua vida na Itália.

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