Nova Zelândia é para quem gosta de aproveitar a natureza
1 de julho de 2017
Os contrastes de Porto Seguro
6 de julho de 2017

Jovem faz Travelterapia na terra dos ganges e tem a vida transformada

Fotos: Arquivo Pessoal, Maiki Oliveira

Lembro que foi um choque a minha decisão de viajar pra um país tão diferente, tão longe e cheio de mistérios como a Índia. Foi um susto pra minha família, assim como para os meus amigos, mas principalmente pra mim.

Por mais que a gente se prepare emocionalmente, fisicamente e financeiramente, nunca estamos preparados de verdade para viver a experiência cultural que é a Índia. O lugar onde o caos encontra a paz, onde a sombra encontra a luz das lamparinas, onde a miséria encontra a riqueza da alma e onde eu me encontrei.

Eu pesquisei muito, vi vários vídeos e li infinitos depoimentos de pessoas que já haviam viajado para o país. Hoje eu posso dizer que palavras não são capazes de expressar o que se sente ao viajar para lá, ou melhor, é como dizem: “Não é a gente que viaja pela índia, a Índia que viaja por nós”. Isso é muito verdade!

Eu aconselho as pessoas a irem com o coração aberto, sem preconceitos e sem julgamentos. O país tem muito para mostrar caso você esteja aberto para ver, e nesse caso eu me refiro a ver com o coração.

Você vai se descobrir, conhecer pessoas incríveis e também conversar por várias horas sem falar uma palavra do idioma. É sentir cheiros inimagináveis, ver cores tão vibrantes quanto a energia dos mantras, é mudar a nossa vida pra sempre de forma tão intensa e positiva.

Como ir para Índia

Para algumas pessoas, viajar e ter esse tipo de experiência pode parecer quase impossível, mas existem muitas alternativas acessíveis para quem deseja expandir seus horizontes. É uma oportunidade de evoluir profissionalmente e ainda aproveitar a experiência como estágio acadêmico.

Foi assim que eu morei em Hyderabad, na Índia, durante um ano. Fui trabalhar como professor de espanhol num colégio internacional e como tradutor para uma empresa de T.I. As empresas são parceiras da AIESEC, que é uma ONG que contribui para que os jovens desenvolvam sua independência, dinamismo e empreendedorismo através de trabalho remunerado ou voluntário em diferentes partes do mundo.

A AIESEC faz a conexão dessas pessoas com as empresas que tenham vagas de estágio disponíveis. Depois de entrevistas e acertos, as passagens e o restante das despesas com a viagem ficam por conta, até recebermos nosso primeiro salário no caso do trabalho remunerado. A partir daí, a gente se vira como pode e com certeza aprende muito!

Foto: Pablo Heimplatz

Magia da Índia

Geralmente as pessoas viajam para países desenvolvidos pela facilidade da viagem, pela melhor organização e melhores condições. Porém, eu posso dizer sem hesitar que não é a toa que as pessoas viajam para índia em busca de iluminação. Muita gente vai para lá para meditar, aprender yoga, aprender mais sobre o hinduísmo. Existe algo MUITO especial lá, sim!

Foto: Debashis Biswas

O país tem paisagens muito distintas e magníficas durante o ano todo. É possível dormir no deserto no Rajastão, acampar ao pé de uma montanha gelada em Manali ou descer o rio Ganges de rafting em Rishikesh. Os preços também compensam muito!

Um momento muito complicado pra mim foi o retorno. Após visitar a Índia, prepare-se pra sempre querer voltar! O país deixa esse rastro na gente, essa paz, essa plenitude que eu só consigo acessar quando eu fecho os olhos, me transporto para o meio do caos com as buzinas. Quando eu sinto os tuc-tucs, o cheiro de incenso, o chamado das mesquitas e o gosto de massala. Só assim me sinto em paz de novo!

Foto: Aman Bhargava

** Maiki Oliveira é Analista de Service Desk Trilingue, apaixonado pela Índia e por conhecer novos cheiros, sons e cores.

** Se você também viveu um momento de viagem desafiador,  junte-se a nós! Queremos formar uma rede de pessoas transformadas pelas experiências de vida que só as viagens proporcionam.  Mande seu relato de viagem para travelterapia@waycontent.com! Vamos adorar conhecer e compartilhar.

Comentários

comentários