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É preciso coragem para viajar sozinha (e deixar o bebê)

Para quem é mãe, deixar o filho em casa e partir para uma viagem pode ser uma grande conquista

Há meses eu trabalhava na minha cabeça a possibilidade de viajar sozinha e deixar marido e filho em casa.

Pode parecer cruel ou egoísta querer sair por aí desbravando lugares e sabendo que tenho um bebê em casa. Mas como sempre gostei de viajar e já percorri alguns destinos sozinha, sentia falta dessa liberdade – que fosse para apenas dormir oito horas seguidas! (Dormir é um capítulo à parte, já que o Noah tem quase um ano e passei todo o final da gestação sem dormir muito!)

Pois bem, na real, minha valentia de aventureira parece ter ido embora no dia em que o bebê veio ao mundo. Eu me sentia insegura para planejar algo sozinha. Até o dia em que apareceu a oportunidade de ir a um congresso pertinho de casa, em Caxias do Sul (RS), para apresentar um artigo junto a dois alunos queridos, o Luan Pazzini e a Bruna Arndt.

No Parque da Festa da Uva foi possível até brincar de tirar foto sozinha. Foto: Anelise Zanoni


De cara insisti para que a viagem fosse em família – para  aproveitarmos o final de semana na Serra. Mas meu marido teve ideia melhor: insistiu para eu ir sozinha e passar uma noite longe de casa. Pensei, pensei…. Calculei que seriam 24 horas longe daquele bebê fofíneo.. Será que eu aguentaria? E a saudade?

Pois eu fui, em junho deste ano. E sabem o que aconteceu? Eu adorei! Não tive aperto no peito, não caí em lágrimas! Ok, apareceu uma saudadezinha no fim da noite, mas o sentimento que predominou foi o de paz e felicidade!

Caxias do Sul era um destino que eu certamente não escolheria para fazer uma viagem sozinha. Mas transformei a experiência em oportunidade.

Selfie no elevador do hotel para registrar o momento da primeira trip sozinha. Foto: Anelise Zanoni

Dirigi pouco mais de 100 quilômetros tranquila, ouvindo músicas que eu gostava, pensando na vida e com sol refletindo nas janelas. Desembarquei na universidade, cumpri algumas obrigações de congressista e corri para o hotel.

Petit gateau suculento com sorvete de creme: dá pra engordar e ser feliz na viagem! Foto: Anelise Zanoni

Bem instalada no hotel, uma garrafa de pinot noir foi minha companhia. Pedi o jantar no quarto, com direito à sobremesa gigante. Depois, conversei com a família pelo celular e dormi sete horas seguidas. Que travelterapia!

O dia seguinte

No café da manhã, nenhum choro, manha, fralda pra trocar ou brinquedo espalhado pelo chão!

Depois, passei a manhã na Universidade de Caxias do Sul, apresentando os artigos, interagindo com meus alunos e revendo pessoas queridas. O final das 24 horas não poderia ter terminado de melhor maneira: um passeio por alguns pontos turísticos da cidade e um almoço tardio em um restaurante do shopping – e longe da praça de alimentação!

Aproveitei para conhecer a cidade histórica do Parque da Festa da Uva, em Caxias do Sul (RS). Foto: Anelise Zanoni

Voltei dirigindo no início da tarde e pensando: presentear-se com um dia, um final de semana ou um pouco mais não deixa uma mãe ser menos mãe. Pelo menos no meu caso não me fez gostar menos do bebê!

É preciso coragem para tomar esse primeiro passo (e muito apoio, claro!). O retorno do passeio consigo geralmente é gratificante. No meu caso, depois de 24 horas longe de casa, estava com cabeça e corpo leves. E ainda fui recebida com beijos babados no Noah e abraços apertados!

Então, fica a dica: Mamães, experimentem uma travelterapia também!!

 

 

  • A jornalista Anelise Zanoni é uma das idealizadoras da plataforma Travelterapia. Conhece 30 países, mais de 100 cidades pelo mundo, mas foi em Caxias do Sul (RS) que sentiu o gostinho da liberdade voltar pra sua vida!

 

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