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Minha primeira TravelTerapia foi em 2013, um intercâmbio para Inglaterra que me mudou de diversas formas. Morei em uma casa de família em Londres com uma mulher de mais ou menos uns 40 anos por 15 dias. Baixinha, olhos puxados, cabelos pretos e um sotaque que me fazia pensar o tempo todo que eu estava em filme inglês, apesar de na época não entender muito a língua.

Eu ao meio, minha colega de intercâmbio na esquerda e minha host mother a direita. Foto: Arquivo Pessoal

A casa tinha ambientes grandes e uma mobília que não combinava com a minha pequenina host mother e nem com seu lindo sotaque. Paredes vermelhas, carpete antigo, louça mal lavada, cheiro de chá o tempo todo e lindos esquilos que corriam pela cerca. Os dias passavam rapidamente e a neve daquele janeiro acumulava nas calçadas cheias de lama. Era lindo, tudo que eu imaginava para aquelas duas semanas.

Muitas vezes chegava da aula cheia de fome e me deparava com surpresas. Uma noite, cheguei cheia de fome e após um banho quente fui surpreendida por um cheiro delicioso. Animada, desci as escadas e o que tinha no jantar me deixou com o estômago embrulhado. O cheiro delicioso deu lugar a uma panela com uma espécie de sopa de dedos gordinhos. Deu saudade de um prato de arroz e feijão. Ensopado de salsicha vegana, esta foi uma parte da TravelTerapia que não me dá tanta saudade. O arroz que acompanhava o prato era estilo europeu, sem sal e feito no microondas.

O bendito jantar de dedinhos veganos. Foto: Arquivo Pessoal

Outra noite, um convite foi feito: “Do you like spicy food?”, minha tentativa de inglês na época era falha. “Yes!”, respondi convicta, querendo agradar. Minha mãe provisória era dona de um restaurante, disso eu já sabia, aquela seria a noite que eu conheceria o lugar. Empolgada com o passeio, não pensei mais sobre a pergunta que havia sido feita momentos antes.

Banho tomado, roupa trocada, partimos para o restaurante. A mesa estava repleta de comidas com um ótimo aroma e aparência agora sim deliciosa, nada de dedinhos boiando. Experimentei cada um dos pratos, todos bem temperados e… após alguns minutos, eu estava pegando fogo.

Spicy food, foi aí que eu entendi. As risadas nervosas na mesa vieram quando ela me disse que eu havia afirmado que gostava de comida apimentada. Realmente, foi uma viagem inesquecível, nunca pensei muito sobre a culinária exótica inglesa!

  • Natália Collor é estudante de Jornalismo, apaixonada por viajar e por comer, mas não gosta muito de salsichas veganas. Agora ela sabe o que spicy food significa e prefere responder com um “no, thanks”.

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